Os exemplos que mostro de seguida apresentam características que fazem deles boas ou más contracapas.
Nesta edição de Maldição de Elizabeth Gaskell (Book Cover Editora), os primeiros aspetos que se destacam são a quantidade e disposição do texto presente. Deparamo-nos com um bloco de texto extenso e uniforme que é pouco apelativo e derrota o propósito de uma contracapa concisa (como deve ser).
A nível do conteúdo, a informação disposta não se encontra organizada da melhor forma, alternando entre aspetos da história e da autora, o que causa, na minha opinião, uma leitura da contracapa em solavancos. Para um melhor resultado, talvez colocasse o primeiro e terceiro parágrafo seguidos, separando, desta forma, as informações sobre a autora e a sociedade vitoriana da sinopse do livro.
A sinopse, embora pudesse ser mais breve, é de fácil leitura pela forma como está distribuída e distingue-se claramente, de forma positiva, da que se encontra na obra de Gaskell.
A inclusão dos prémios atribuídos ao livro ou ao autor constituem também elementos relevantes, já que alertam para a possível qualidade da obra, dando valor à mesma, possivelmente mais do que reviews ou opiniões de outros autores, elementos comuns em contracapas. Caso tal não seja possível, aprecio igualmente uma breve biografia do autor, veja-se em Tudo São Histórias de Amor de Dulce Maria Cardoso (lado direito).
- Catarina Marques
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