Focando-me apenas na categoria de livros reportagem, procurei analisar as contracapas de algumas editoras que se dedicam à edição deste género literário.
Na contracapa de Roma, temos um problema o leitor é confrontado com uma mancha de texto extensa, encabeçada por um subtítulo. A sinopse é longa e muito explicativa, sem uma distinção marcante entre parágrafos. É pouco apelativa à leitura no sentido em que apresenta apenas um bloco de texto uniforme. Contudo, esta é a história que dá conta dos crimes de abuso sexual prepetrados pela Igreja Católica contra menores. Talvez por essa razão a editora tenha encontrado valor e significado numa sinopse extensa inserida numa contracapa sóbria.
Em Um dia na vida de Abed Salama opta-se por uma contracapa que é a extensão da capa. Com duas manchas textuais claramente distintas, a contracapa dá a conhecer o autor, publicado pela primeira vez em Portugal, com uma pequena biografia seguida de uma sinopse, impressa na cinta do livro, que desvenda um pouco do que é apresentado no paragrafo da capa.
A Fundação Francisco Manuel dos Santos tem uma coleção editada de livros que são reportagens. As capas não têm qualquer tipo de informação textual, mas sendo estes livros curtos com histórias a rondar as 80 páginas, considero que esta também é uma boa escolha gráfica. A imagem escolhida condiz com os temas abordados. Com título e subtítulo apenas o leitor pode entrar no miolo do livro mais diretamente.
Laura Costa

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