Invenção antiga de produção já mais que modernizada, o papel é o suporte mais reconhecido de um livro. Tem forma, aspeto, misticidade próprias, é inconfundível. Mas não é único. O iPhone tem-se como invenção excelente, mas é a peça de dominó mais medonha para uma casa tradicionalista (imagine-se a típica casa alentejana, na planície de uma terra "Terrinha" no meio das Avenidas Novas da Lisboa de Moedas).
O papel é o papel. Sabe-se o que é, toda a gente sabe. Mas como ele era há 100 anos só quem usa luvas e tem um cuidado especial é que o sabe. O ser humano sonha com a imortalidade: "o que farias se vivesses para sempre?" Eu matava-me a certo ponto. O certo é que há gente que se deixaria engolir pelo Sol. O livro em papel lembra o leitor que tudo é efémero, por mais edições que tenha. É esse o seu papel futuro. O mercado será estável por longos anos ainda por vir, mas quando o último leitor que não vir o papel como arcaico morrer, o livro será mais uma katana exposta num palácio rico de uma pobre pessoa. Só daqui a muitos anos. Agora? Há quem gosto do peso, do cheiro, do conjunto de sensações que um livro (mesmo que seja uma abominação) tem.
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
9.2 O futuro do livro em papel (segundo o Tomás Mendes)
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