domingo, 6 de outubro de 2024

3.2. Marcar a diferença, conhecer o mercado


O tópico acima mencionado está sujeito a múltiplas leituras, o que faz sentido ao reconhecê-lo como relacionado com a área da Edição, área essa que tem de ser moldável e flexível.
Numa primeira leitura, assume-se que um trabalho bem feito de edição cumpre simultaneamente (e idealmente) os dois requisitos. Se, por um lado, falando apenas da edição de livros, um livro se quer distinto do mercado infinito já existente, por outro, deve ser enquadrado no mesmo ou, pelo menos, movimentar-se num espaço de diferença que é geralmente aceitável de modo a ser rentável. Todavia, o que se verifica em muitas ocasiões é a separação de "marcar a diferença" e "conhecer o mercado", como se uma opção tivesse de ser feita. Tomando como exemplo comunidades literárias como o Booktok, variados casos que se tornam virais singram por conhecerem o mercado e não por serem um objeto literário distinto e inovador, o que acaba por justificar o seu sucesso. Em contrapartida, coloca-se a questão: porquê publicar ou editar um livro comum quando se pode publicar algo que vá ganhar atenção, fator que, para o bem ou mal, se tem tornado cada vez mais relevante? 
Posto tudo isto, o ponto 3.2. faz, de facto, mais sentido se o entendermos, apesar de separado por uma vírgula, todo junto e com a intenção de existir de forma harmoniosa.

- Catarina Marques
 

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