quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Uma brincadeira de 2154 páginas? Uma reformulação interpretativa de Proust?

  Boa noite, 

 Foi publicado no Literary Hub - um sítio que recomendo a todos aqueles que estejam interessados em ler sobre o fenómeno literário- um artigo a propósito dum exercício que me pareceu, no mínimo, inusitado. 

Segue o artigo: https://lithub.com/7-questions-for-the-writer-who-added-lol-to-the-end-of-every-sentence-of-proust/

E um excerto do exercício (selecionado pelo autor do artigo): "For a long time I used to go to bed early lol. Sometimes, when I had put out my candle, my eyes would close so quickly that I had not even time to say “I’m going to sleep lol.” And half an hour later the thought that it was time to go to sleep would awaken me; I would try to put away the book which, I imagined, was still in my hands, and to blow out the light; I had been thinking all the time, while I was asleep, of what I had just been reading, but my thoughts had run into a channel of their own, until I myself seemed actually to have become the subject of my book: a church, a quartet, the rivalry between Francois I and Charles V lol."

 Não me parece tratar-se duma edição. Editar não é subverter. E, ainda para mais sem autorização. Uma reconstituição da obra também não. Inserir a mesma palavra ,repetidamente, ao longo da obra é um exercício demasiado preguiçoso para se considerar tal possibilidade. Mas não é facto que a utilização do acrónimo para pontuar cada final de frase revela potencialidades interpretativas adormecidas na própria substância do texto? De que se trata, afinal? As brincadeiras costumam ter sempre um fundo de seriedade.

  Achei só curioso e decidi partilhar. Nunca tive um blog. Talvez seja isso. Eu nem nunca li Proust.

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