Apesar de ter sido a primeira
conferência do PNL a que assisti, não me irei estender na apresentação das conferências
e dos seus participantes, visto que essas informações estão disponíveis tanto
nos links disponibilizados abaixo como no próprio programa da Conferência.
Assim, darei antes destaque à minha experiência pessoal e irei precisar os
pontos que foram vítimas de anotação (a caneta vermelha, já agora, para as
destacar das restantes notas no meu caderno) e que mais me chamaram à atenção
em cada uma das intervenções.
Acrescento ainda que a Fundação
Gulbenkian prima pela qualidade das suas conferências e claro que os
participantes receberam uma tote bag, caderno, lápis, pin e o programa da
Conferência após verificação dos bilhetes (o marketing mais eficiente, na minha
opinião) e houve, ainda, um lanche a meio da manhã em que uns bolinhos de
amêndoa brilharam (ainda tenho que procurar por uma receita para os reproduzir,
eram mesmo excelentes).
Deixo, no entanto, a lista de oradores
da conferência, não vá algum nome visto na diagonal acender alguma luz em
alguém: António M. Feijó; Regina Duarte; Pedro Cunha; Carlos Lomas; Emmi Jäkkö;
Carla Marques; Francisco Borges; Maria Clara Pina; Luís Pedro Ferreira; Cláudia
Lobo; Marin Lessenski; Tânia Ganho; Gaspar Manuel Matos; Maurício Leite; Teresa
Guerreiro; Sandy Gageiro; Isabel Alçada; Marcelo Rebelo de Sousa e contamos ainda
com a participação de Confissões de um livreiro.
Seguem algumas das ideias que
gostaria de partilhar:
A leitura é uma experiência
habitualmente privada, mas tem e pode ter um papel fulcral na educação quando é
tornada uma experiência coletiva e comunitária;
“The smarter I get, the smarter they
[books I read] get”
Criou-se mais recentemente uma
lista de recomendações de leitura para uma faixa etária que não as tinha:
jovens adultos e estudantes universitários (entre os 18 e 25 anos).
Os 10 direitos inalienáveis do leitor
– Daniel Pennac
Ler ou não ler? – a necessidade
de criar hábitos de leitura e compreensão leitora
Competências e educação:
comunicativa, linguística/gramatical; estratégica; textual/discursiva;
sociolinguística/cultural; literária; mediática/ hipertextual → saber ler e
entender o que se lê
Saber usar a língua escrita como
ferramenta comunicativa
“É preciso ler”
A sala de aula enquanto
comunidade literária com partilha e troca de significados
Viver COM Internet, não NA
Internet
“Ensinamos o que sabemos mas também o que
somos”
Kirsi Kunnas – Mother of the Joy
of Reading
Poema: Tikkalaulu (trans.: Woodpecker
song)
Tikka hakkaa hakkaa hikkaa
hakee hakee tikkalikkaa
tik tik
nokka naputtaa
naputtaa ja taputtaa,
kaikki kolot koputtaa,
koputtaa ja hoputtaa:
Tikkalikka likka likka
ala kotiis laputtaa!
(Desafio-vos a adivinhar o significado, a tentar lê-lo em voz alta e, depois, a procurar a tradução!)
Learning to read takes a lifetime
Reading needs practice
Nota: Continuar a ler em voz alta
mesmo para crianças que já aprenderam a ler (30 minutos por dia, no mínimo,
para haver mudanças significativas)
Freedom of choice → key for
enjoying reading
Visitas de autores às escolas →
eficientes
EVERYTHING IS READING
Strong Literacy needs political
support
Cultura de esforço que deve
existir em sala de aula
Literacia como condição prévia
para o resto → combater a desinformação
Refúgio no Tempo – Gueorgui Gospodinov
Palavras de Bolso & Explorastórias
– VENCEDORES LER+
Prazer como ponto de partida e de
chegada na leitura
A leitura atravessa tudo
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Pessoalmente, gostaria de dizer
que foi uma ótima experiência, permitiu conhecer vários profissionais (foi um “quase
networking”) que, fundamentalmente, promovem a leitura e mal posso esperar voltar
a participar para o ano. Ademais, a exposição Livro-Objeto foi “super” interessante
e tivemos a presença de alguns dos autores (crianças e adolescentes) que puderam
falar dos seus projetos e explicar como os desenvolveram aos adultos (maioritariamente
outros professores e bibliotecários) presentes e que foi extremamente
gratificante ver aquelas caras brilharem por serem “autores por um dia” e
participarem do lançamento dos seus livros coletivos (realizados em contexto de
sala de aula). Ali, sim, foi possível perceber imediatamente a ideia de que um
livro pode ser tudo e tomar qualquer forma.
Finalmente, convido os colegas a partilharem experiências similares e a “sair à rua” quando possível!
https://www.pnl2027.gov.pt/np4/confpnl2024.html
Ver: Destaque Conferência PNL https://www.instagram.com/pnl2027?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==
Imagens retiradas do Instagram do PNL: @pnl2027
- Nicoleta
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