quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Se a capa é o que nos faz virar o livro, a contracapa é o que nos faz abri-lo

    O que define uma boa contracapa? Não tenho uma resposta de designer gráfico para esta pergunta, mas sei que houve vezes em que a contracapa me fez pousar um livro numa livraria. O design da contracapa tem de ser estratégico acima de tudo. Se a capa é o que nos faz virar o livro, a contracapa é o que nos faz abri-lo.

    A função da contracapa é criar um aprofundamento da relação inicial entre o potencial leitor. E tal como quando fazemos um novo amigo, vamos querer saber um pouco mais sobre a sua história. A informação fornecida é a chave para uma boa contracapa. Para mim, uma sinopse ou resumo são necessários. Claro que nem todas as sinopses são boas sinopses. Uma sinopse muito longa e detalhada pode tornar-se num spoiler e retirar alguma da magia de descobrir a história à medida que folheamos o livro. 

    Reparei nesta tradição de encher a contracapa de elogios e críticas de autores e publicações de renome. Apesar de conferir prestígio ao livro e ao seu autor, pouco nos dá a conhecer sobre o texto que vamos ler. Uma má contracapa é uma que tenta vender o livro não pelo seu valor literário, mas pela opinião de outros à cerca do seu valor literário. 

    Retirei contracapas da minha biblioteca pessoal e da FNAC e escolhi algumas que representam o que são, para mim, boas e más contracapas.






    Escolhi refazer a contracapa do livro A lanterna das memórias perdidas. A sua sinopse alonga-se bastante e quase que conta a história toda. A contracapa foi feita no Canva, pois é programa a que tenho acesso. Informação retirada da Bertrand e do livro.



- Margarida Ferreira



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